PARADIGMAS DO SISTEMA EDUCATIVO
O vídeo fala sobre o Sistema Educativo onde os ensaístas Alvin e Heidi Toffler criticam o sistema educativo:
Segundo
Gaspar sistema “ é um conjunto
organizado e coerente de áreas que o compõem, de práticas, de métodos e de
estruturas, de acordo com uma concepção ou determinada doutrina, com vista a
fins elaborados em função das necessidades de indivíduos ou da colectividade.”
A Wikipédia elucida: “O sistema educativo é o conjunto
de meios pelo qual se concretiza o direito à educação.”
“O sistema educativo desenvolve-se através de um
conjunto organizado de estruturas e de acções diversificadas, por iniciativa e
sob a responsabilidade de diferentes instituições e entidades, públicas e
privadas.”
Varela (2007) declara que “o sistema educativo vem a ser um conjunto de estruturas e instituições educativas que, embora possuam características ou peculiaridades específicas, relacionam-se entre si e com o meio ambiente envolvente de forma integrada e dinâmica, combinando os meios e recursos disponíveis para a realização do objectivo comum que é garantir a realização de um serviço educativo que corresponda, em cada momento histórico, às exigências e demandas de uma sociedade.”[1]
O sistema
educativo atual nascido na era da revolução industrial encontra-se desactualizado
da realidade social e económica. Se na época, como refere Alvin Toffler, era
necessário formar alunos com a disciplina das fábricas, hoje torna-se crucial
formar alunos críticos e criativos, que saibam trabalhar em equipa e comunicar
com diferentes indivíduos. Alvin e Heidi Toffler deixaram claro que o sistema
educativo não prepara as crianças e os jovens para o futuro, não ensina as
crianças a pensar e acrescentam que não basta reformar o sistema educativo, é
preciso substituí-lo.
Quando os ensaístas disseram que precisamos de
alunos mais criativos, a meu ver estão a pensar que a escola não só deve
ensinar os conteúdos aos seus alunos como também devem preparar os jovens,
munindo-os com um conjunto de ferramentas essenciais que lhes permitirão
reinventar-se, adaptando às mudanças construir a sua forma de pensar e de
ver o mundo, ou seja desenvolver as competências essenciais como a criatividade,
cultura, inovação, engajamento cívico, comunicação, proatividade, colaboração,
contabilidade, responsabilidade, liderança, pensamento crítico, espírito de
iniciativa, na resolução de problemas, na avaliação de riscos, na tomada de
decisões e na gestão construtiva dos sentimentos.
Enquadrando
isso na realidade cabo-verdiana o Decreto-Legislativo nº 2/2010, Lei de Base do
Sistema Educativo prevê isso, “Contribuir para a formação cívica do indivíduo, designadamente
através da integração e promoção dos valores democráticos, éticos e humanistas
no processo educativo, numa perspectiva crítica e reflexiva; Desenvolver uma
acção educativa que promova atitudes positivas em relação ao trabalho, à
produtividade e à inovação nas actividades económicas, como factores de progresso
e bem-estar; Promover a investigação, a criatividade e a inovação com vista à
elevação do nível de conhecimento e de qualificação dos cidadãos, enquanto
factores de desenvolvimento nacional;” Mas falta muito para se chegar a
excelência.
Cada sistema educativo foi organizado de acordo
com o contexto histórico e social e pode sofrer alterações de acordo com as
necessidades sociais e económicas do país.
Quando se
fala do sistema educativo fala-se da estrutura geral da organização de
ensino de um país e tem por base a
transmissão de valores e saberes.
A
Lei de Base do Sistema Educativo Cabo-verdiano no artigo 2º, anuncia que “o
sistema educativo abrange o conjunto das instituições de educação que funcionem
sob a dependência do Estado ou sob sua supervisão, assim como as iniciativas
educacionais levadas a efeito por outras entidades.”
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